segunda-feira, 8 de junho de 2026

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

 

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Às vezes é preciso um Fernão Lara Mesquita para nos ajudar a perceber aquilo que está escondido.

Será que a conclusão de Pedro Malan se refere realmente aos Estados Unidos ?

“OS PESOS E CONTRAPESOS DA DEMOCRACIA NORTE-AMERICANA HÃO DE IMPEDIR, AINDA QUE A UM CUSTO INICIAL ELEVADO, QUE ESSE CENÁRIO DE HORROR SE MATERIALIZE”

Ou será que ele se referia ao Brasil?

Abaixo a transcrição vespeiro.com

Ensaio sobre a cegueira

13 de abril de 2026

https://vespeiro.com/2026/04/13/ensaio-sobre-a-cegueira/ 

"O título veio-me imediatamente à cabeça na medida em que fui avançando na leitura.

Um brasileiro da estatura intelectual e com a experiência vivida de um Pedro Malan, depois de ler o tal Crises of Democracy, do tal Adam Przeworski, sair desse livro inspirado apenas e tão somente em escrever para um jornal brasileiro um artigo alertando o público para a possibilidade dessa distopia se tornar realidade nuns Estados Unidos imaginários, sem se dar conta nem por um minuto, de que estava descrevendo, passo a passo e palavra por palavra, a doença presente do Brasil, realmente reduz minha esperança de que este país acorde do seu pesadelo um dia, e de que haja, afinal, algum grau de imunidade que possa ser adquirido pela cultura e pela experiência vivida à cegueira da polarização ideológica.

Não! Ninguém está à salvo! E nenhum dado da realidade será antídoto para essa doença…

Confiram aí os trechos sublinhados e me digam se o louco sou eu."

 Para ler com mais facilidade ir para:

https://vespeiro.com/2026/04/13/ensaio-sobre-a-cegueira/ 

 

domingo, 17 de maio de 2026

PARA ENTENDER A DIFERENÇA ENTRE LAICISMO E LAICIDADE

 

A Gazeta do Povo costuma abordar o tema em uma série de artigos publicados sob o título CRÔNICAS DE UM ESTADO LAICO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cronicas-de-um-estado-laico/

Um dos artigos que chamou a minha atenção foi:

 PL 1.093 O Estatuto da Liberdade de Crença e Religiosa e o medo brasileiro da fé

Por Thiago Rafael Vieira e  Por Jean Marques Regina  16/05/2026 às 08:00

que faz comentários a respeito do Projeto de Lei PL n.1093/2026, apresentado em 10/03/2026 pelo deputado Marcelo Crivella.

Os três parágrafos iniciais do artigo esclarecem o que se entende por laicidade e as razões pelas quais é necessário esclarecer o que se entende por Estado laico:

 

“Toda vez que o Brasil precisa discutir religião em público, alguém levanta o dedo e repete, quase como um amuleto argumentativo: “o Estado é laico”. A frase é verdadeira. O problema está no uso que se faz dela. Para muitos, “Estado laico” significa Estado antirreligioso e hostil, Estado que tolera a religião desde que ela permaneça trancada no templo, muda na praça pública e invisível na vida civil. Mas essa não é a laicidade brasileira e nunca foi.”

 

“A Constituição de 1988 não adotou um laicismo de exclusão. Adotou uma laicidade de separação, liberdade, benevolência e colaboração. O Estado não tem religião oficial, não pode criar igrejas, não pode embaraçar o funcionamento dos cultos e não pode privilegiar uma confissão em detrimento das demais. Mas também não pode fingir que a religião é um acidente privado, uma excentricidade íntima, um incômodo sociológico e um perigo à república, a ser administrado pela burocracia estatal. É por isso que o Estatuto da Liberdade de Crença e Religiosa, atual Projeto de Lei 1.093/2026, que tramita no Congresso Nacional, merece atenção.”

 

“A proposição reconhece expressamente que a República Federativa do Brasil adota a laicidade colaborativa, orientada pela separação, liberdade de atuação, benevolência, colaboração e igual consideração com todas as religiões e crenças. Esse é o ponto de partida correto. A laicidade não existe para sufocar a religião; existe para garantir que o Estado não capture a fé e que a fé não capture o Estado. O resultado disso não é silêncio religioso, mas liberdade religiosa.”

 Apresenta ainda a diferença entre LIBERDADE DE CRENÇA E LIBERDADE RELIGIOSA :

“E liberdade religiosa não é apenas o direito de acreditar em alguma coisa dentro da cabeça. Essa é a liberdade de crença: ter, não ter, mudar, abandonar ou manter uma convicção religiosa. É o foro íntimo. É o “belief”. Já a liberdade religiosa é a dimensão externa da fé. É o “action”. É a crença caminhando no mundo. É culto, ensino, proselitismo, assistência religiosa, organização comunitária, formação de ministros, liturgia, missão, disciplina interna e vida institucional.”


E conclui:

“O laicismo quer uma praça pública sem religião. A laicidade colaborativa quer uma praça pública sem religião oficial, mas aberta à presença legítima de todas as crenças”

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A SITUAÇÃO DO SUDÃO EM 2026

 

Muitos nunca ouviram falar do Sudão, mas estão preocupados com os problemas internos de seus países ou com a questão do Aquecimento Global, ou se nos Estados Unidos deve ou não deve ser extinta agência ICE (Immigraton and Customs Enforcement) ou com outros problemas locais ou internacionais e se esquecem daquele problema que, segundo a ONU, é a maior crise humanitária do mundo atual que é a SITUAÇÃO DO SUDÃO EM 2026.

Abaixo o resumo do Google a respeito:

A situação da população do Sudão no início de 2026 é descrita por agências da ONU como uma das maiores e mais graves crises humanitárias e de deslocamento do mundo, com o conflito iniciado em abril de 2023 atingindo mais de 1.000 dias de duração (em janeiro de 2026). 

Situação Geral em 2026:

  • Necessidade de Assistência: Estima-se que cerca de 33,7 milhões de pessoas – aproximadamente dois terços da população – precisarão de assistência humanitária em 2026.
  • Insegurança Alimentar e Fome: Cerca de 21 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, com condições de fome (Fase 5 do IPC) identificadas em áreas como Darfur do Norte e Cordofão do Sul, persistindo até janeiro de 2026. Estima-se que 19,1 milhões de pessoas enfrentarão insegurança alimentar de "Crise" ou pior entre fevereiro e maio de 2026.
  • Deslocamento em Massa: Mais de 13,6 a 14 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas, configurando a maior crise de deslocamento interno do mundo.
  • Colapso da Saúde: O sistema de saúde está à beira do colapso, com mais de 37% das instalações de saúde não funcionais. Doenças como cólera, dengue e sarampo estão espalhadas, afetando gravemente a população.
  • Crise de Proteção: Relatos indicam violações graves dos direitos humanos, incluindo recrutamento de crianças, violência baseada em gênero e execuções. 

Principais Fatores:

  • A guerra contínua entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF).
  • Acesso humanitário severamente restrito, especialmente nas regiões de Darfur e Kordofan.
  • O esgotamento dos estoques de alimentos e a falta de financiamento para a ajuda humanitária. 

Nota: As informações são baseadas em dados da ONU e relatórios humanitários publicados entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

AINDA HÁ QUEM DEFENDA PUTIN.....

 

Segundo o Google, a respeito de baixas na guerra entre Rússia e Ucrânia

Até o início de 2026, a guerra na Ucrânia acumula um número devastador de baixas, com estimativas de militares russos mortos entre 275 mil e 325 mil, enquanto as perdas militares ucranianas (mortos) são estimadas entre 100 mil e 140 mil. Somando feridos e desaparecidos, o total de baixas militares aproxima-se de 2 milhões. 

  • Baixas Russas: Relatórios apontam para 1,2 milhão de baixas totais (mortos, feridos, desaparecidos) e até 325 mil mortes, representando um dos maiores conflitos para Moscou desde a Segunda Guerra Mundial.
  • Baixas Ucranianas: Estima-se entre 500 mil e 600 mil baixas totais, com mortes militares entre 100 mil e 140 mil.
  • Civis: A ONU estima que quase 15 mil civis ucranianos morreram desde fevereiro de 2022, número considerado subestimado.
  • Intensidade: O ano de 2025 foi considerado o mais letal para civis e registrou recordes de mortes de soldados russos, intensificando o conflito. 

Os números reais podem ser maiores, e as estimativas variam dependendo da fonte (governos ou independentes) devido à dificuldade de verificação em tempo real. 

Informações do Google a respeito de refugiados ucranianos

Desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro de 2022, cerca de 6,8 a 6,9 milhões de refugiados ucranianos buscaram proteção internacional no exterior, segundo dados do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e do Parlamento Europeu até o início de 2025. Além disso, estima-se que mais de 3,7 milhões de pessoas estejam deslocadas internamente dentro da Ucrânia. 

Principais dados sobre os refugiados ucranianos:

  • Destinos: A maioria dos refugiados se estabeleceu na Europa, com destaque para a Alemanha (aprox. 1,2 milhão), Polônia (aprox. 1 milhão) e República Tcheca (aprox. 390 mil).
  • Perfil: A grande maioria dos refugiados é composta por mulheres, crianças e idosos, devido à mobilização masculina na Ucrânia.
  • Deslocamento total: Considerando refugiados e deslocados internos, cerca de 10,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas, representando uma das maiores crises humanitárias recentes.
  • Retorno: Embora a maioria tenha esperança de voltar, apenas uma pequena parcela planeja o retorno a curto prazo devido à insegurança contínua. 

A situação permanece fluida, com milhões de pessoas vivendo sob status de proteção temporária em países europeus. 

Informações da ACNUR

https://www.acnur.org/br/noticias/comunicados-imprensa/tres-atualizacoes-em-tres-anos-de-guerra-na-ucrania

Atualmente, cerca de 10,6 milhões de pessoas ucranianas estão deslocadas de forma forçada, incluindo 3,7 milhões de deslocados internos dentro do próprio país e 6,8 milhões como refugiados no exterior, em busca de proteção internacional.

Cerca de um terço da população que ainda vive na Ucrânia – 12,7 milhões de pessoasprecisa de assistência humanitária. Com a continuação da guerra, essa situação tende a permanecer, mesmo que os investimentos para ajuda humanitária sejam reduzidos.

A maioria dos deslocados internos são mulheres (58%), sendo um quarto crianças (23%) ou idosos (26%). Além disso, 31% dos lares de deslocados internos incluem ao menos uma pessoa com deficiência; e mais de 77% das pessoas fugiram de áreas afetadas pelo conflito ou ocupadas no Leste e no Sul do país.

De acordo com os dados do ACNUR, embora a maioria dos refugiados (61%) e deslocados internos (73%) ainda tenha esperança de retornar à Ucrânia um dia, apenas uma pequena parcela (5%) planeja fazê-lo em um futuro próximo. As preocupações com segurança permanecem prioritárias, juntamente com o acesso a serviços básicos, moradia e meios de subsistência.

Quais as informações sobre pessoas refugiadas da Ucrânia em outros países que as acolhem?

Atualmente, há quase 6,8 milhões de refugiados da Ucrânia em todo o mundo, sendo que a maioria – 6,3 milhões – está em países da Europa. 63% da população refugiada são mulheres e meninas, e 33% são crianças. Torna-se importante reforçar que essa composição etária e de gênero, juntamente com o alto número de famílias monoparentais, destaca o risco aumentado de violência de gênero